ME, MYSELF AND I

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017


   Momento de tensão. Sorriso amarelo pra disfarçar. Aquele surto interior, contando os minutos pra poder entrar no twitter e desabafar sobre o assunto. Afinal, difícil quem não tem aquele gosto secreto e talvez vergonhoso que não pretende de demonstrar.

   Pode ser aquela banda teen, ou alguma série brega dos anos 90, algum artista who que raramente se ouve falar ou até aquela coleção de livros que ninguém leu, mas que você ama tão verdadeiramente que só de pensar faz seus olhinhos brilharem!

   Mas por que, então, ter vergonha de assumir tais gostos? Ao que parece, temos uma necessidade terrível de nos sentir incluídos no que a maioria dos nossos amigos curtem, o que por vezes resulta em reprimir algo que realmente gostamos por medo de não aprovarem ou concordarem conosco.

   A grande questão é: você não tem que se envergonhar! Nós somos a construção daquilo que escolhemos e gostamos, faz parte da nossa essência e reflete em nossa personalidade. Se você tem uma conexão com algo que te faz crescer, melhorar e que atribui experiências positivas e construtivas, por que então esconder?

   Você pode acabar deixando passar a chance de encontrar pessoas incríveis, pessoalmente, que pensam e sentem o mesmo que ti – além de grupos de fãs online – e de viver novas emoções que só vão aumentar o teu amor.

   Não vale à pena passar a vida escondendo algo que lhe faz bem por medo e principalmente por vergonha. Antes de ligar pro que vão pensar ou dizer, lembre-se que houve uma ou mais razões pra tal sentimento florescer, e que além do que podem querer te impor, você deve fazer a si mesmo feliz e realizado antes de agradar qualquer pessoa.



   Olhe-se no espelho e recorde que o amor, independente de sua forma (incluindo de fã), deve ser sentido e expandido movido pela positividade, e que nada que te faça bem deve ser ocultado. Portanto, jamais deixe que o amor se contenha!

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