Quando se fala de
hobbie, há sempre algo específico que passa pela sua cabeça. Alguns vão pensar
em música, outros em viagem, muitos pensam em sexo, ou numa boa leitura pra passar
o tempo. A lista é imensa, e as probabilidades de combinações mais ainda.
Acontece que diversão tem uma concepção diferente para cada
pessoa, o que é incrível. Numa pesquisa rápida em grupos de facebook, as
respostas vem em proporções iguais para balada ou Netflix como opções para o
sábado à noite.
E como é difícil entender que os passatempos alheios são
diferentes dos nossos, não é? Como pode alguém preferir ficar em casa no final
de semana enquanto pode sair conhecer pessoas e lugares novos? Ou então, como
alguém passa horas ao redor de um monte de gente que nem conhece e ainda sem
lugar pra comer ou sentar por causa de música e bebidas? Bem, porque pessoas
diferentes se entretêm de formas diferentes.
Algo importante que sempre devemos lembrar é que não
interessa como você passa seu tempo livre, isso não define teu caráter, nem o
de ninguém. Claro que diz muito sobre tua personalidade, mas não é certo se
rotular nem rotular os outros baseado naquilo que elas curtem.
Seja pra quem gosta de esportes mas não são chegado em arte,
ou quem prefere ver filmes em vez de ler livros, pra quem não sai da zona de
conforto e tem pavor de multidões, e tantos outros exemplos.
O ponto é: a diversão é uma coisa extremamente relativa. Há
quem se sinta muito mais feliz observando o céu sentado na grama do que fazendo
qualquer coisa que tu faz, e isso não te faz gostar menos de teus hobbies. Mas,
indo além: permita-se conhecer novos ares. Tudo bem você gostar de fazer apenas
aquilo que te deixa confortável, mas o que te impede de conhecer algo
diferente?
A vida é muito curta pra gente se limitar apenas ao que
achamos que é bom. Não que haja uma obrigação implícita, apenas que há
experiências – mesmo que sejam uma vez na vida – que nos fazem refletir no
quanto se rotular apenas ao que nos é mais confortável pode nos privar de
conhecer um lado nosso que jamais pensamos existir. Reflita!

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