IMPRENSA E POLÍTICA EM LA DICTADURA PERFECTA

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017




Não é novidade que a mídia, às vezes, consegue manipular as massas. Seja por interesses políticos, econômicos ou ideológicos do meio do meio de comunicação em que trabalham, alguns jornalistas são obrigados a seguir um manual ou algumas regras para a produção e apuração de notícias. Esses processos influenciam o que vai parar na casa de todas as pessoas que consomem notícias. Tido como o quarto poder, a mídia é vista como um destruidor ou alavancador de carreiras, podendo em apenas uma notícia enaltecer ou arruinar alguém.


Pensando nisso e em tudo o que o país da gente está passando, de forma política, resolvi trazer como dica La Dictadura Perfecta. O filme pode ajudar a entender um pouco mais sobre manipulação, mídia, imagem e todas as nuances desse poderoso instrumento que deveria ser usado a favor e não contra o povo.


La Dictadura Perfecta começa contando a história do atrapalhado presidente do México que ao tentar humilhar pessoas negras em uma visita de um representante dos Estados Unidos, não lembra que Obama é um homem negro e vira um meme da internet. Para fugir da enrascada ele resolve fazer um dos governadores do país de bode expiatório, divulgando através da mídia um vídeo comprometedor.


Logo outro escândalo é formado e é o governador que precisa da ajuda da mídia, mais precisamente de uma rede de TV tão corrupta quanto o próprio político e que pretende limpar a imagem dele perante a população.







O filme é uma crítica forte à corrupção que envolve muitas vezes mídias e políticos. A relação (dependendo do veículo) é muito tênue. A história é mais do que apenas humor que envolve a classe política, fala sobre como as pessoas podem ser manipuladas por meios de comunicação em que confiam.


Dou um super destaque para a atuação, pois os atores conseguem passar a sensação de estarmos mesmo assistindo reuniões políticas e infelizmente situações assim acontecem na vida real.


Uma das únicas partes que eu acredito ser um pouco fantasiosa é a criação de notícias por parte das rede de TV. Normalmente são feitas apurações e pesquisa, mas o filme mostra algumas coisas como pura produção.


O filme conta com as atuações de Tony Dalton, como o diretor da rede TV MX, Alfonso Herrera, que é Carlos Rojo, produtor e jornalistas e Damian Alajar, o governador Carmelo Vargas. Um dos fatos interessantes é que Tony e Alfonso já trabalharam juntos antes em Rebelde, quando faziam rivais interessados na mesma garota.


O filme de 2014 é dirigido por Luiz estrada e tem duas horas e vinte e três minutos de duração. Foi o segundo filme de maior bilheteria no México, com 4 milhões de telespectadores.

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