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| Imagem/Reprodução |
O conceito de ship vem do inglês
e significa "torcer", no Brasil é usado para especificar por quais
casais você torce ou shippa. Shippar é uma arte milenar de paciência e tem
gente que leva muito ao pé da letra. Essa tal "shippação" pode ser
feita com qualquer casal, desde celebridades até a personagens de livros, o que
vale é dar asas à imaginação ao falar sobre aquele casal que você acha
maravilhoso ou que é encantada pela história dos dois a ponto de fazer uma
fézinha para que fiquem juntos.
Tem gente que curte tanto, que
escreve até fanfics, que são histórias escritas por fãs, como o nome já sugere.
As fanfics são divididas em diversas categorias e gêneros e têm até sites
próprios para a postagem. De fanfics, muitas vezes, surgem casais improváveis e
que jamais acontecerão na história original e alguns até conhecidos do público
e que continuam marcando a memória de quem torce por eles.
Escolhi esse tema para falar hoje
porque torcer por um casal é mais do que falar bem, assistir/ler/acompanhar
tudo sobre eles, é acreditar em um roteiro, em uma história e,
consequentemente, no amor daqueles personagens. Como assídua leitora, comecei
com os shipps através dos livros e o meu primeiro veio de Harry Potter, o tão
conhecido e aclamado "Romione", a junção dos nomes de Ronald Weasley e Hermione
Granger, casal que, na série, dá sentido às palavras amor e
crescimento. E isso foi trabalhado desde o primeiro livro, então como não
torcer por esses dois ? Quase impossível, creio eu.
Segui então para as adaptações
cinematográficas, me vi, aos 13 anos, apaixonada por Orgulho e Preconceito, de
Jane Austen, na versão do maravilhoso filme de 2005, estrelado por Keira Knightley
e Matthew Macfadyen. O shipp
brilhou em minha mente de tal forma que me vi alguns meses depois devorando o
livro que deu origem ao filme, fascinada por conseguir amar as duas versões e
estar mais apaixonada ainda pelo casal.
Como uma boba apaixonada, não
desisti dos filmes e livros e logo depois encontrei outros casais que me
fizeram torcer imensamente. Mas a surpresa foi notar que anos antes eu havia me
apaixonado por outro casal, porém nos desenhos, Ron e
Kim, de Kim Possible eram um dos meus casais favoritos quando se
tratavam de desenhos animados, juntos com eles, casais como Helga e
Arnold mostravam ao meu ser adolescente apaixonado o que poderia
ser um belo romance.
Segui então para os Contos de
Fadas, que sempre foram uma das minhas favoritas leituras, lá shippei
intensamente A Bela e a Fera e Ariel e
o Principe Eric, embora já houvesse lido as
versões originais dos contos, eu ainda assim me apaixonava mais e mais pelos
dois casais, juntando a eles, anos depois, Tiana e
Naveen. Os dois últimos me encantaram não
só pela história linda e engraçada, mas também por serem personagens negros e
eu, vendo ali a representatividade que me faltava, os abracei e os tomei como
meu ship.
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| Imagem/Reprodução |
O perigo aconteceu mesmo quando
fui para o mundo das séries, um dos meus favoritos, perdendo apenas para o dos
livros, ele conseguiu de forma fácil me fazer shippar enlouquecidamente
personagens apaixonantes e encantadores. Fui do mais extremo ao outro, com
casais tóxicos, felizes, maduros, jovens, engraçados, sombrios e tão
interessantes que não pude deixar de gostar deles em momento algum.
E, entres The Big Bang Theory,
Teen Wolf, The Flash, Grey’s Anatomy e as outras diversas séries assistidas ao
longo da vida, os shipps se acumularam, transformando-se em lugares que eu
poderia estar quando triste, quando estivesse a procura de um romance. Um bom romance,
cheio de nuances, cheio de verdades que muitas vezes não encontramos ou não
queremos na vida real. Assim como ‘Olicity’, formado por Oliver Queen e
Felicity Smoak na série Arrow.
Mesmo não me considerando uma
grande romântica — bem longe disso, na verdade — vi nesses e em diversos outros
casais uma pequena chama, em alguns (devido ao poder de atuação), a química,
algo que só podemos ver em um verdadeiro ship, um verdadeiro caso de amor. E,
como todos sabem, um romance sem um casal que nos encante e inspire, não é um
romance. Então, encontrar esses casais em meio a um mundo de ships desfeitos e
que não aconteceram, é um pequeno milagre que acende a chama nos corações dos
românticos e dá, aos mais realistas, um pequeno vislumbre do que seria a vida se
todos os amores de histórias fossem reais.


falou de Olicity já to até me tremendo toda de amô, NEM GOSTO POUCO
ResponderExcluirkkkk Nem eu, Marina. Eles estão na minha lista de ships ao lado de Romione. São incríveis e eu ainda tenho fé que os dois ficarão juntos!
ExcluirObrigada pelo comentário!
Bjos!